Emoções opostas e maior dificuldade na gestão emocional, de acordo com um estudo de Impacto causado pelo COVID-19

População inquirida experimentou emoções opostas, tristeza e alegria, maioria assumiu maior dificuldade na gestão emocional em confinamento e reconhece que pode melhorar a gestão das suas emoções.

O Estudo sobre o Impacto Emocional causado pela pandemia da doença COVID-19 foi realizado pela Academia de Fitness Emocional, um projeto com nasceu na cidade de Braga, que assume como missão contribuir para a literacia emocional, “ajudando assim a criar vidas emocionalmente mais saudáveis, famílias mais felizes, empresas mais produtivas e sociedades mais equilibradas”.

Entre os dias 4 e 13 de junho de 2020, a referia Academia, realizou um inquérito Online, a cidadãos portugueses maiores de 18 anos, residentes no continente e nas regiões autónomas dos Açores e Madeira, obtendo 931 respostas válidas. O inquérito foi preenchido em total anonimato pelos participantes.

A responsável pela Academia de Fitness Emocional, Ana Raquel Veloso, explica que o objetivo foi “avaliar e compreender o impacto vivido em tempo de confinamento e após confinamento”.

Os participantes foram convidados a fazer um autodiagnóstico emocional, onde tinham de identificar emoções primárias, quer negativas quer positivas, sentidas em período de confinamento. O medo, reconhecido por 72,2% dos inquiridos, a tristeza, assumida por 41,1% dos participantes, e a alegria, sentida por 28,9 % das pessoas que integra o estudo, foram as emoções que se destacaram.

Após o confinamento, as mesmas emoções são vividas mas em percentagens diferentes. A alegria assumiu a liderança, com 63,3% das respostas, o medo permaneceu em 46,2 % dos inquiridos e a tristeza ainda era reconhecido por 40,1 % dos participantes.

Os estados emocionais negativos foram justificados principalmente com a situação de isolamento e distanciamento de familiares e amigos, preocupações com a saúde de terceiros e incertezas relativamente ao futuro.

Já os estados emocionais positivos, como a alegria, resultaram dos ganhos em tempo que muitos inquiridos admitiram, que dedicaram à família mas também a si próprios.

Nos impactos positivos destacamos ainda a consciência de 40 por cento dos participantes no impacto positivo que o confinamento trouxe para o meio-ambiente.

Este estudo questionou os participantes sobre o grau de dificuldade que cada um sentiu na gestão das próprias emoções em período de confinamento social. Apesar de uma boa parte das respostas indicar que o participante consideram fazer uma boa gestão emocional, a maioria assumiu que teve maior dificuldade em fazer essa gestão emocional em situação de isolamento social.

87,7 por cento dos inquiridos afirmou que é possível melhorar a gestão emocional e os estados afetivos, apontando como ferramentas o “tempo” mas também, “a melhoria das relações interpessoais e ambientes mais positivos”.

Este resultado é visto com “muito agrado” pela mentora da Academia de Fitness Emocional, Ana Raquel Veloso, que acredita que “a gestão emocional eficiente é o próximo passo evolutivo da humanidade”.

O estudo está disponível para quem o queira consultar através do link

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